A maioria absoluta dos textos desse blog, como era de se esperar, diz respeito a mim. Mas eu gostaria de abrir um parêntese aqui. Uma pessoa que é muito importante para mim perdeu uma pessoa que era muito importante para ela.
Embora eu consiga imaginar os sentimentos que surgem com um evento desses, eu nunca perdi alguém realmente próximo a mim. Sim, eu perdi um avô e uma avó no decorrer da minha vida mas eu vivia afastado deles e, embora seja óbvio que eles façam falta e que eu gostaria muito que ainda estivessem aqui, o impacto foi reduzido devido a distância que existia e a falta de convivência.
Perder alguém que está sempre a uma caminhada de distância é uma história completamente diferente. Mais do que termos que lidar com o evento em si, temos que lidar com o vazio deixado por essa pessoa todos os dias. Olhar para um lado e imaginar que por mais que não existisse uma interação constante, ela poderia estar ali. Mas não mais.
E isso me faz pensar sobre todas as vezes que eu poderia estar com as pessoas realmente importantes pra mim e não estive. Todas as vezes que eu poderia ter dito uma palavra de conforto ou, de uma forma ou de outra, ter demonstrado carinho e não o fiz. Todas as vezes que me pareceu mais importante me concentrar em mim mesmo do que em tudo que me cercava. Nesses momentos resta o consolo da certeza de sabermos que nos momentos nos quais fizemos tudo isso que deixamos de fazer na maioria das vezes, o fizemos do fundo do coração. Isso, por si só, é garantia de que esses momentos não passaram despercebidos.
De qualquer forma, é importante se saber que viver é aceitar a morte e seguir adiante. Não incólume e nem sequer inteiro, pois um pedaço de nós se vai com as pessoas importantes que ficam pelo caminho, mas ainda assim seguir adiante.
Life goes on...
Embora eu consiga imaginar os sentimentos que surgem com um evento desses, eu nunca perdi alguém realmente próximo a mim. Sim, eu perdi um avô e uma avó no decorrer da minha vida mas eu vivia afastado deles e, embora seja óbvio que eles façam falta e que eu gostaria muito que ainda estivessem aqui, o impacto foi reduzido devido a distância que existia e a falta de convivência.
Perder alguém que está sempre a uma caminhada de distância é uma história completamente diferente. Mais do que termos que lidar com o evento em si, temos que lidar com o vazio deixado por essa pessoa todos os dias. Olhar para um lado e imaginar que por mais que não existisse uma interação constante, ela poderia estar ali. Mas não mais.
E isso me faz pensar sobre todas as vezes que eu poderia estar com as pessoas realmente importantes pra mim e não estive. Todas as vezes que eu poderia ter dito uma palavra de conforto ou, de uma forma ou de outra, ter demonstrado carinho e não o fiz. Todas as vezes que me pareceu mais importante me concentrar em mim mesmo do que em tudo que me cercava. Nesses momentos resta o consolo da certeza de sabermos que nos momentos nos quais fizemos tudo isso que deixamos de fazer na maioria das vezes, o fizemos do fundo do coração. Isso, por si só, é garantia de que esses momentos não passaram despercebidos.
De qualquer forma, é importante se saber que viver é aceitar a morte e seguir adiante. Não incólume e nem sequer inteiro, pois um pedaço de nós se vai com as pessoas importantes que ficam pelo caminho, mas ainda assim seguir adiante.
Life goes on...
1 comentários:
Ninguém morre enquanto vive dentro da gente..em lembranças queridas, no amor que sentimos por ela.
Não há palavras pra serem ditas nestes momentos ou melhor, nem a mais grandiosa diminui a perda. Mas enqto não chega o dia de nascermos ao contrário...
Que pelo menos possamos beijar, amassar, conversar mais com aquelas pessoas que tanto farão falta!
Ótimo texto, querido!
Me emocionou.
Beijos
RitaCarolina
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