Sexta-feira, Junho 30, 2006

Racionalizar.

Razão é exatamente o que eu preciso nesse momento. Coletar todos os sentimentos exacerbados que povoam minha mente e coração e transformá-los em combustível para me mover adiante. Racionalizar a ponto de chegar a essa conclusão é um passo importante, mas apenas mascara o fato de que eu sou, e tenho sido nos últimos tempos, um escravo dos meus sentimentos.

Não sei exatamente o que levou isso a ocorrer mas imagino que compreender os motivos me ajude a seguir adiante com uma convicção maior do que a que tenho no momento. Não me entenda mal, não é como se eu estivesse tão abatido que tenha me tornado inerte. Eu continuo caminhando, apenas de forma trôpega.

No final das contas, o que realmente me abate é um vazio impossível de ser preenchido em meu coração. O mesmo se encontra lá por motivos alheios a minha vontade e cada vez que eu tento preenchê-lo a impressão que tenho é que o mesmo apenas aumenta. Racionalizar nesse caso significa ter a falsa certeza de que o tempo resolve tudo. Na verdade algumas vezes o tempo apenas serve para complicar as coisas.

O grande problema com tentar racionalizar sentimentos é que nossa racionalização geralmente consiste em encontrar argumentos para simplesmente continuar acreditando no que quer que acreditemos no momento. Devo a mim mesmo não cair nessa armadilha e é exatamente isso que me proponho a fazer.

Segunda-feira, Junho 26, 2006

Heartache.

As vezes eu gostaria de ser uma criança de novo. Tudo é muito mais simples quando não temos que lidar com todas as coisas inerentes a vida adulta. Nossa maior preocupação é um joelho arranhado, que é muito mais simples curar do que um coração partido.

Terça-feira, Junho 13, 2006

Epílogo.

Desistir nem sempre significa que você seja fraco. Algumas vezes significa apenas que você é forte o suficiente para deixar que as coisas sigam seu rumo.

Segunda-feira, Junho 12, 2006

Certezas.

Não existem muitas coisas das quais eu tenho certeza. Sequer sou capaz de definir de forma categórica quem eu sou realmente. Não sei dizer se a pessoa que sou hoje é a pessoa que eu gostaria de ser ou apenas um reflexo do que eu poderia ter sido.

Existe, porém, uma certeza que tenho e que é absoluta. A certeza de que minha felicidade aponta em uma direção e que, contra todos os esforços, eu estou indo em outra. A certeza de que eu gostaria de poder dizer que eu sou responsável por isso já que bastaria, então, que eu tomasse alguma atitude para que isso mudasse. A certeza de que sei exatamente o que sinto.

Em um universo de ambiguidades, este tipo de certeza só acontece uma única vez, não importa quantas vidas você viva.